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O futuro do audio-visual: Reflexões pessoais sobre tendências para 2026

Recentement, tive a oportunidade de ver um vídeo no youtube que me fez reflectir sobre o futuro da criação de conteúo e do audio-visual, especialmente à luz das mudanças que antevemos para 2026. O autor apresenta uma visão provocadora, afirmando que estamos a viver um momento singular na história da crição.


Nunca foi tão fácil produzir conteúdo, mas igualmente difícil fazer algo realmente significativo. Essa dicotomia ressoa profundamente comigo, levando-me a considerar como a autenticidade e a conexão humana se tornarão essenciais num mundo saturado de informação.



À medida que nos aproximamos de 2026, fica claro para mim que a inteligência artificial generativa deixará de ser uma novidade. A capacidade de criar texto e imagens de forma instantânea torna-se cada vez mais acessível e indistinguível da realidade. No entanto, o que me preocupa é a ideia de que muitos criadores, especialmente os menos experientes, podem usar a IA como uma muleta, produzindo conteúdos genéricos e sem personalidade. Isso traz à tona a importância de saber não apenas como utilizar a tecnologia, mas também o que escolher criar com a IA.


Criadores e a autenticidade


Percebo que em 2026, o verdadeiro diferencial estará na intenção e na curadoria, e não apenas na técnica. A boa notícia é que os criadores que se esforçam para mergulhar na profundidade dos temas e que utilizam a IA para inspirar a criatividade e experimentar novas ideias estarão em vantagem. É essencial investir em reportório e sensibilidade emocional, uma vez que a IA amplifica o que já somos - e isso será mais evidente do que nunca.


Um movimento em direcção à realidade


No contexto desta reflexão, uma das ideias que mais me cativou foi a crescente rejeição à perfeição fabricada. Noto que tem vindo a crescer um movimento em direcção a contéudos que valorizam a "vida real", e essa tendência parece ecoar em todos os sectores da criação.

Para mim, é encorajador ver que os consumidores também procuram por documentários e narrativas que apresentam e representam autenticidade. O foco deverá estar menos na estética perfeita e mais nas experiências reais, mostrando o processo, incluindo os erros e os bastidores (bloopers).



A necessidade de profundidade e conexão humana


Concordo plenamente com a ideia de que os conteúdos de "dicas" e "hackzinhos" perderão apelo. Estamos num ponto onde o público deseja discussões mais densas que impulsionem o pensamento crítico. Isso exige uma mudança na abordagem dos criadores, que devem esforçar-se por construir um hábito de consumo em vez de uma mera busca por virais momentâneos. Essencialmente, o que ficará claro para mim em 2026, é que a conexão humana se tornará a chave para o sucesso no audi-visual. As experiências humanas - emoções verdadeiras, sensibilidade e autenticidade - são o que realmente farão com o que o público se identifique. Afinal de contas, não basta criar conteúdos bonitos; precisamos expor a nossa verdade, em todas as suas nuances.


Para aqueles de nós que desejamos prosperar no mundo da criação audio-visual, fica a lição de que a conexão humana deve ser o eixo central das nossas estratégias. Precisamos de estar dispostos a evoluir, a experimentar e, acima de tudo, a manter o nosso foco para a autenticidade. À medida que nos aproximamos de 2026, é imperativo que estejamos prontos para adaptar-nos a um novo cenário, onde a profundidade e a verdade prevalecerão sobre a superficialidade. E assim, abracemos este desafio com coragem e criatividade, cientes de que, no coração do audio-visual, há humanidade e emoção para serem exploradas.

 
 
 

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