Quantos posts por semana? Pergunta errada!
- Mónica Almeida
- 26 de jul.
- 2 min de leitura

"Quantas vezes por semana devemos publicar?" é provavelemente a pegrunta que mais ouço sobre redes sociais — de gestores, de empreendedores, de equipas inteiras de marketing. E é uma pergunta que chega sempre cedo demais, porque assume que a responsta certa é um número.
O feed cheio tornou-se o indicador de que o "marketing está a trabalhar". Publica-se segunda, quarta e sexta porque sim, celebra-se cada dia mundial de alguma coisa e, ao fim do mês o relatório mostra 14 post publicados - como se publicar fosse o objectivo e não o custo.
As perguntas que vêm antes do número
Para quem? não "os nossos seguidores" - o segmento de negócio que queremos influenciar. Se quem nos segue não é quem nos compra, o alcance é ruído.
Para quê? Cada publicação devia caber numa de três funções: fazer conhecer (alcance), fazer confiar (prova), ou fazer agir (conversão). Post que não cabe em nenhum é enfeite.
Com que consistência somos capazes? A pergunta honesta não é quantos post o algoritmo quer - é quantos posts BONS a equipa consegue sustentar sem cair na produção do enchimento.
A aritmética que ninguém faz
Dois posts por semana com intenção - pensados para o segmento certo, com prova real e um próximo passo claro - batem catorze post de calendário em qualquer métrica que interesse ao negócio. E libertam horas de equipa para o que as redes nunca substituem: a oferta, o atendimento, a relação.
O algoritmo premeia consistência, dizem. É verdade. Mas consistência de qualidade, não de volume. O feedb é uma montra: mais vale poucos bem postos do que a loja cheia de caixas vazias.
Definir a estratégia antes do calendário é o trabalho da made - a execução, essa, pode continuar com que já a faz.




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